Primeiro a serra semeada terra a terra
Nas vertentes da promessa
Nas vertentes da promessa
Depois o verde que se ganha ou que se perde
Quando a chuva cai depressa
Quando a chuva cai depressa
E nasce o fruto quantas vezes diminuto
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia
Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho
E pelo rio vai dourado o nosso brio
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida
E para o mundo vão garrafas cá do fundo
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar
Por isso há festa não há gente como esta
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
E são atletas, corredores de bicicletas
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
E as barracas mais os cortes nas casacas
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz
Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
Alicerce da amizade em Portugal
É o conforto de um amor tomado aos tragos
Que trazemos por vontade em Portugal
Se nós quisermos entornar a pequenez
Se nós soubermos ser amigos desta vez
Não há champanhe que nos ganhe
Nem ninguém que nos apanhe
Porque o vinho é português
Pedido de Atualização do Decreto Lei 21:883 de 1932
Este decreto esteve atualizado até aos anos 90 +/-.
Resolveram então os grandes mestes da orquestra com a conivencia dos sucessivos presidentes do IVDP alterá-lo sem consulta prévia a todos os intervenientes .
Conclusão?
Os pequenos e médios incluindo ainda alguns grandes proprietarios que não engarrafavam foram obrigadosa vender as suas quintas porque o seu rendimento caiu para metade só na produção do vinho do porto igual 50% do seu rendimento,e no mosto de 1200€ a pipa, passou a 800€ resultando num rendimento anual de 18%.
Ninguem pode viver com esta situação. Alguem diz quem é que está a ganhar com este projeto?
Penso que ninguém.
Desafio qualquer economista que venha provar que isto é uma medida boa e economica para portugal, para a europa e para esses inteligentes que provocaram esta situação(os exportadores).
Veem ainda à praça publica dizer que querem arrancar 5000 hectares de vinha nos próximos 10 anos.
Se no proximo ano não começarem a estagiar os vinhos do porto corrente pelo menos 3 anos e se as vendas anuais do vinho do porto não subirem para cima das 200 mil pipas, (não falo das 300 mil pipas que é obrigado a estarem em estágio) penso que os lavradores não vão a lisboa pedir dinheiro ao governo mas será o governo que virá á região para negociar com os lavradores,com respeito e dignidade e espirito de economia.
É vergonhoso que haja um português óh 2/3 que venha para a praça publica dizer que dentro de 10 anos teem que se arrancar 5 mil hectares de vinha , certamente que não é para lá ir plantar eucaliptos porque nem para isso o terreno serve.
Neste momento nãoexistemVinhos do Porto correntes disponiveis nem com estágio ne sem estágio, sei de empresas que consultaram o mercado e a resposta foi lamentar mas não havia disponibilidade.
Assumo a responsabilidade e peço a qualquer economista e peço ao sr. Ministro das finanças dr.mário centeno considerado o melhor economista e financeiro do mercado comum se isto é prejudicial a qualquer pequeno ou grande exportador.
Perdem-se milhões de euros anualmente por não se fazer promoção ao vinho do porto que é exclusivamente nacional e logicamente da europa.